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A MODERNIZAÇÃO DOS C. F. EM PORTUGAL E O
AUMENTO DA SUA VELOCIDADE Sem um Plano Ferroviário Nacional aprovado, os sucessivos governos – face ao nosso atraso – procuram acertar o passo com a Europa mediante a adopção da Alta Velocidade (AV), mas de forma redutora, inferiorizando o transporte de mercadorias; e, ainda, o que é particularmente grave, optando pela escolha isolada de um determinado destino, linha a linha, ignorando a concepção de rede. Concepção esta que deverá ser função de uma estratégia de desenvolvimento e sua integração com os outros meios de transporte. Além disso, os responsáveis esquecem que a AV não é propriamente uma corrida de Formula 1... e que necessita de somas astronómicas as quais, certamente, teriam melhor aplicação se absorvidas por toda a rede de transportes ferroviários (mercadoria e passageiros), para travar a explosão do tráfego de camiões e autocarros que tanto custam e penalizam o país. É isto que nos propomos analisar comparando a triste situação portuguesa com a da restante Europa, de forma a desmistificar ideias feitas quanto aos objectivos a atingir; com efeito, os números não sabem mentir e podem esclarecer, esperasse, algumas afirmações apressadas ou, mesmo, demagógicas. Ao ignorar-se a perspectiva de rede e, agora ao adoptar-se a solução Entroncamento/Cáceres/Madrid – que ainda não vimos justificada minimamente – isso faz-se com evidente prejuízo da Região Norte e, por isso mesmo, de todo o país. Se não vejamos : Documento de Trabalho |